Aromas

O olfato do bebê e a importância do cheirinho da mamãe

cheiro de mãe

Que as mães adoram o cheirinho do seu bebê a gente já sabe! Agora você já parou para pensar no que o sentido do olfato representa para o seu filho? Pois saiba que ele é muito importante e está relacionado com as emoções da criança, inclusive a sensação de aconchego e segurança. Para entender mais sobre isso, vamos voltar lá no útero da mãe, onde começa o desenvolvimento do olfato, ainda nas primeiras semanas da gestação.

O desenvolvimento do olfato desde a barriga

O nariz do bebê começa a se formar pela 7ª semana de gravidez e a cavidade nasal dos fetos funciona já a partir da 9ª semana. Na 13ª, os nervos olfativos, que vão resultar no nariz, estão conectados ao cérebro.

Ainda na barriga, a criança usa o nariz, tanto para treinar a respiração quanto para detectar cheiros, inclusive do líquido amniótico. Pesquisas apontam que o líquido absorve parte do gosto e do cheiro dos alimentos que a mãe ingere. O mesmo também ocorre com o leite materno, então é possível estabelecer uma familiaridade entre ambos os cheiros, o que vai ser percebido pelo bebê. Assim dá para entender porque o bebê vira a cabeça quando está no colo da mãe, “guiado” pelo cheiro do leite.

Observa-se que o olfato é processado no cérebro na mesma parte que controla a memória. Não é por menos que os odores podem se associar diretamente com memórias da infância e pesquisadores já provaram que as lembranças associadas com cheiros são mais intensas. O artigo publicado na revista científica “Current Biology”, em 2009, confirmou a hipótese de uma representação privilegiada do cérebro para as primeiras associações olfatórias.

Quando nasce, o recém-nascido é capaz de reconhecer a mãe apenas pelo seu cheiro e tal reconhecimento provoca a sensação de segurança. O conforto colabora na produção da ocitocina, o chamado “hormônio do amor”, que favorece a criação do vínculo afetivo e também colabora no sentimento de bem-estar.

Segurança e objetos de transição

O sentimento de segurança é fundamental na rotina de uma criança. Ele vai fazer com que o bebê se sinta tranquilo no lugar que conhece. Já falamos sobre o ritual do sono, por exemplo. A consistência dele vai sinalizar para o bebê que é hora de dormir e deixá-lo seguro para uma boa noite de sono.

Da mesma forma, o olfato tem um papel importante na representação de segurança para o bebê, desde os primeiros meses de vida. É através do cheiro que ele vai identificar onde e com quem está.

Na hora de dormir isso muitas vezes é determinante, uma vez que a criança sente segurança perto da mãe. Assim, por mais confortável que esteja quando for colocada no berço, a falta do cheirinho da mamãe pode resultar em choro e relutância para pegar no sono.

Uma alternativa muito usada para dar a sensação de segurança para a criança, especialmente para dormir, é o objeto de transição. Pode ser uma naninha, um brinquedo de pano ou seu saco de dormir. Tal objeto familiar para o bebê vai proporcionar o conforto emocional que ele precisa para relaxar tranquilo, em grande parte pelo seu odor e toda a relação entre as memórias e o olfato que já comentamos.

Inclusive é por isso que as crianças não gostam quando as naninhas são lavadas, pois assim elas “perdem” o cheiro e, mesmo sem querer, tiramos o seu poder de segurança! Para os pequenos, não é um pano sujo, é um mundo seguro!

Assim, tais objetos de transição vão representar a figura da mãe na mente da criança. Eles também são úteis quando por algum motivo o bebê não dorme em casa, como em situações de viagem ou passeio. Vão remeter a familiaridade necessária para a segurança e tranquilidade, ainda mais se a mãe não estiver junta.

Fonte.

You Might Also Like